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Diante de toda exploração, opressão e desigualdade que essa sociedade capitalista nos expõe, decidimos nadar contra corrente e não adaptar-nos. Mais do que mostrar o quanto esse sistema é falho, mostraremos que nada é impossível de mudar! Seguindo nossos ideais convidamos você a participar desta mudança, chegou a hora de romper com esse antagonismo de classes, chegou a hora de mostrar nossa indignação, de provar que o poder é do povo sim, que através da nossa união é possível construir uma sociedade justa! "Explorados de todo o mundo, unir-vos!"

2:41 pm

Amoras <3

5:51 pm  2 notas

É importante saber que nossos passos vem de longe.
Porque eu sou Nzinga, sou uma rainha e lutei contra a escravidão.
Eu sou Carolina Maria de Jesus, escrevo a minha própria história.
Eu sou Aqualtune, uma princesa quilombola.
Eu sou Chica da Silva, enfrentei a sociedade machista e racista.

Eu sou imperatriz Taitu Bitul, liderei exércitos em defesa da minha nação.
Eu sou Léa Garcia e Ruth de Souza, sou a arte em múltiplas facetas.
Eu sou Antonieta de Barros, fui a primeira deputada negra da história do Brasil.
Eu sou Cleópatra, minha história já foi contada de mil maneiras.
Eu sou Acotirene, fui liderança em Palmares.

Eu sou Helenira Rezende, eu lutei contra a ditadura militar e morri no Araguaia.
Eu sou Clementina de Jesus, a minha voz ecoou no mundo.
Eu sou Nan Agotime, fui rainha no Doomé e na Casa das Minas no Maranhão.
Eu sou Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher a publicar um livro de literatura no Brasil.
Eu sou a Rainha Teresa do Quariterê, sou rainha, sou quilombola.

Eu sou Lelé Gonzales, sou militante do movimento feminista e do movimento negro.
Eu sou Mãe Stella de Oxóssi, sou guardiã da cultura e das religiões de matriz africana no Brasil.
Eu sou Luiza Mahin, lutei pela construção de uma sociedade mais justa.
Eu sou Rainha de Sabá, meu nome está marcado na história.
Eu sou Anastácia, sou símbolo de luta do povo negro no Brasil.

Eu sou Zeferina, liderei revoltas.
Eu sou minha mãe.
Eu sou a minha avó.
Sou retirante nordestina.

Eu sou essas e tantas outras mulheres negras anônimas.
Pois, contando a trajetória das mulheres negras, falo de mim mesma simultaneamente.
Crio e recrio a nossa história. A história de mulheres negras que não tiveram o direito de conhecer o seu próprio passado.

Eu sou todas essas mulheres, pois quando conto a história de referencia delas, desconstruo o silêncio e a subalternidade destinada as mulheres negras no Brasil e a mim.
Portanto, descubro que nossos passos vem de longe e que SOMOS TODAS RAINHAS.

— (extraído de 25 de julho, o filme) Dia da mulher negra e caribenha. 

9:26 pm  2 notas

Foto: O nosso desejo é que o seu desejo não nos defina. A nossa história é outra!

Como se não bastasse as situações e manifestações de racismo que se evidenciaram nas últimas semanas, seja nos campos de futebol (no caso do goleiro Aranha), em shoppings (o homem negro que tirou a roupa para provar que não tinha roubado nada) e em lojas de centro (pai que parte em defesa dos filhos contra o racismo institucional de policiais), a Globo vem com mais um seriado chamado “Sexo e as Negas”. Só pode ser brincadeira...! Infelizmente não é.

Não vou entrar nas questões da pertinência ou não pertinência da série, mas pretendo discorrer sobre suas aparentes intenções e possíveis perigos. Antes, destaco o meu entendimento sobre algumas expressões que sempre me incomodaram (histórica e sonoramente). Um pouco antes do anúncio da serie pude discutir (informalmente) e fazer referência a tais expressões e o peso que elas detêm ainda hoje. Estou falando dos termos: “nega”, “nego” e “neguinho”.

Dito isso, explico que não estou pensando nas dimensões de carinho, nas expressões de amor e afeto que muitos usam para se referirem aos seus parceiros e parceiras, às amigas e aos amigos, mas reflito sobre o uso de tais termos e na dimensão da inferiorização, da violência racial e dos efeitos perversos da desigualdade e discriminação raciais (mesmo sem terem a noção de tais práticas). Pois bem, quando nos deparamos com expressões do tipo: “Você está pensando que eu sou o quê? Eu não sou ‘tuas Negas’!”, “Você viu que folgado? ‘Neguinho’ vem aqui e acha que pode fazer o que quer”, “Nego acha que pode ir chegando assim e pronto”. Pensem em como estas expressões fazem parte do nosso cotidiano e são pronunciadas sem ao menos refletirmos cuidadosamente (salvo as raras exceções) nas suas origens e na amplitude dos seus significados.

Esse “nego”, essa “nega” e esse “neguinho” são frutos de um período escravista, expressões acalentadas e nutridas nos fluxos e refluxos de uma sociedade branca, elitista, machista e racista.  O “eu não sou tuas negas” advém de um passado em que as mulheres negras eram propriedades dos senhores de escravos e sofriam todos os tipos de barbaridades (o estupro era um deles); o fato de que se podia fazer qualquer coisa com uma negra (nos referindo às dimensões dos desejos sexuais), visto que a mesma era uma propriedade, logo, destituída de humanidade, se tornou um fenômeno comum e de difícil extinção nos processos constitutivos das relações sociais do nosso país. Em outras palavras, o que não se fazia abertamente e livremente com a mulher branca (sem o peso moral e cerceador da “sociedade tradicional da época”), desembocava em noites de violência e estupros nas senzalas ou nos recônditos da casa grande.

Já os outros dois exemplos têm haver com o uso direto e imediato da liberdade adquirida, com o ganho de direitos e o não reconhecimento por parte da elite brasileira no que diz respeito à “igual dignidade” dos negros e das negras.

O perigo é que essas expressões têm poder. O discurso por mais “inocente” que possa parecer, por mais que assuma formas de “simples” expressões do nosso cotidiano, causa danos e retroalimenta fatores que são condicionantes do racismo que se evidencia no Brasil. A partir de tais fatores colocados, qual seria o lugar do homem negro e da mulher negra em nossa sociedade? Pensemos nos seriados produzidos pela empresa Rede Globo (salvo a exceção da novela Lado a Lado) e nos perguntemos: que tipo de lugar ela (a empresa) nos impõem “sutilmente”, ou, ao menos, quer que aceitemos passivamente para nos levar a crer que está nos dando a oportunidade que há tempos nos foi negada.

Por que o uso do termo “as Nega”, ao invés de as “Negras”? Por que Victoria Santa Cruz, artista e ativista afroperuana, ao compor o poema “Me Gritaram Negra!” não usou o “Nega”? Por que “Blogueiras Negras”? Acho que consigo responder: pelo fato de enxergarem uma força política, transformadora e aglutinadora que seja capaz de potencializar a ação de combate, resistência e valorização da etnia de um povo, fundamentalmente, das mulheres negras.

Com isso, pergunto: o que esta serie vai trazer de importante para a valorização da mulher negra enquanto sujeito político e independente nas suas mais diversas interações sociais na atualidade?

Quando veremos as crianças negras, principalmente, as meninas, se identificando com personagens negras que sejam médicas, filósofas, advogadas, universitárias, executivas “bem sucedidas” sendo as protagonistas das suas histórias? Exemplos como esses, já possibilitaria uma percepção de que existem muito mais questões e objetivos a serem alcançados que não se resumem ao “sexo das negas”. Entretanto, entendo que este não é o foco e nem a proposta da empresa Rede Globo, o que lhe interessa é continuar reproduzindo a imagem da mulher negra no âmbito do sexo (como “objeto” puro e simplesmente para o prazer), do carnaval e do samba, como empregadas domésticas das famílias brancas e ricas que estão todos os dias nas novelas brasileiras.

Não podemos cair na “ilusão discursiva” (que corrobora e age em prol da manutenção do status quo), que vê como válida a realização do seriado, pois a representação da vida da mulher negra, mesmo sendo na periferia, seria uma expressão da realidade que muitas vivem em nosso país. Consigo entender esse argumento, mas não concordo que este seja o único caminho a ser utilizado pela emissora em questão. Será que dentro do enredo da série, alguma personagem enfrentará discriminação por ser uma estudante universitária que através da política de ação afirmativa se tornou uma representante combativa de um pequeno grupo de alunas negras no curso de medicina da universidade X? Ou teremos alguma personagem enfrentando problemas como machismo ou racismo praticado na empresa em que ela está pleiteando o cargo de “Diretora Executiva”?

O idealizador desta série não está preocupado com essas questões, o lugar social dele até permitiria que enxergasse, caso estivesse aberto a ver e a problematizar esses fatores, mas o que ele faz, achando que está “ajudando” os colegas e as colegas negras, é reproduzir estereótipos ancorados historicamente na representação social da mulher negra já que não apresenta nada novo, que irrompa os construtos impositivos de um padrão discriminatório do “lugar” do negro ou da mulher negra na sociedade brasileira, questionando, cutucando, fazendo refletir ou aprofundar um debate qualificado sobre essa temática tão cara à noção dos lugares sociais, carreiras, representações possíveis de serem assumidas por negros e negras neste país.

Nas palavras dele em uma nota explicativa sobre a polêmica do programa: “dói ver a luta dos colegas negros na profissão. As oportunidades são reduzidas, não trabalham sempre e, sem exercício, não há aprendizado, como sabemos. Pensei que aquela ideia, surgida numa feijoada, na Cidade Alta de Cordovil, pudesse ser um programa que refletisse um pouco a dura vida daquelas pessoas, além de empregar e trazer para o protagonismo mais atores negros. Basicamente, foi essa a ideia e nem achei que iriam aceitar o programa. Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as negas?” (Ele ainda fala um pouco mais sobre a serie).

O problema é que não vemos uma produção que rompa com a perspectiva estereotipada que sempre enquadra os negros e as negras nas representações da “nega para o sexo”, “do nego bom de cama e pegador” e “das mulheres humildes e pobres” que estão em trabalhos subalternos e de ínfimo reconhecimento social, sonhando com um amor verdadeiro. Precisamos de mais posturas engajadas, visões críticas, diretores de coragem para romper com estes padrões que insistem em ser colocados para nós negros e negras. 

http://ondanegra.blogspot.com.br/2014/09/o-nosso-desejo-e-que-o-seu-desejo-nao.html
O nosso desejo é que o seu desejo não nos defina. A nossa história é outra!


Como se não bastasse as situações e manifestações de racismo que se evidenciaram nas últimas semanas, seja nos campos de futebol (no caso do goleiro Aranha), em shoppings (o homem negro que tirou a roupa para provar que não tinha roubado nada) e em lojas de centro (pai que parte em defesa dos filhos contra o racismo institucional de policiais), a Globo vem com mais um seriado chamado “Sexo e as Negas”. Só pode ser brincadeira…! Infelizmente não é.

Não vou entrar nas questões da pertinência ou não pertinência da série, mas pretendo discorrer sobre suas aparentes intenções e possíveis perigos. Antes, destaco o meu entendimento sobre algumas expressões que sempre me incomodaram (histórica e sonoramente). Um pouco antes do anúncio da serie pude discutir (informalmente) e fazer referência a tais expressões e o peso que elas detêm ainda hoje. Estou falando dos termos: “nega”, “nego” e “neguinho”.

Dito isso, explico que não estou pensando nas dimensões de carinho, nas expressões de amor e afeto que muitos usam para se referirem aos seus parceiros e parceiras, às amigas e aos amigos, mas reflito sobre o uso de tais termos e na dimensão da inferiorização, da violência racial e dos efeitos perversos da desigualdade e discriminação raciais (mesmo sem terem a noção de tais práticas). Pois bem, quando nos deparamos com expressões do tipo: “Você está pensando que eu sou o quê? Eu não sou ‘tuas Negas’!”, “Você viu que folgado? ‘Neguinho’ vem aqui e acha que pode fazer o que quer”, “Nego acha que pode ir chegando assim e pronto”. Pensem em como estas expressões fazem parte do nosso cotidiano e são pronunciadas sem ao menos refletirmos cuidadosamente (salvo as raras exceções) nas suas origens e na amplitude dos seus significados.

Esse “nego”, essa “nega” e esse “neguinho” são frutos de um período escravista, expressões acalentadas e nutridas nos fluxos e refluxos de uma sociedade branca, elitista, machista e racista. O “eu não sou tuas negas” advém de um passado em que as mulheres negras eram propriedades dos senhores de escravos e sofriam todos os tipos de barbaridades (o estupro era um deles); o fato de que se podia fazer qualquer coisa com uma negra (nos referindo às dimensões dos desejos sexuais), visto que a mesma era uma propriedade, logo, destituída de humanidade, se tornou um fenômeno comum e de difícil extinção nos processos constitutivos das relações sociais do nosso país. Em outras palavras, o que não se fazia abertamente e livremente com a mulher branca (sem o peso moral e cerceador da “sociedade tradicional da época”), desembocava em noites de violência e estupros nas senzalas ou nos recônditos da casa grande.

Já os outros dois exemplos têm haver com o uso direto e imediato da liberdade adquirida, com o ganho de direitos e o não reconhecimento por parte da elite brasileira no que diz respeito à “igual dignidade” dos negros e das negras.

O perigo é que essas expressões têm poder. O discurso por mais “inocente” que possa parecer, por mais que assuma formas de “simples” expressões do nosso cotidiano, causa danos e retroalimenta fatores que são condicionantes do racismo que se evidencia no Brasil. A partir de tais fatores colocados, qual seria o lugar do homem negro e da mulher negra em nossa sociedade? Pensemos nos seriados produzidos pela empresa Rede Globo (salvo a exceção da novela Lado a Lado) e nos perguntemos: que tipo de lugar ela (a empresa) nos impõem “sutilmente”, ou, ao menos, quer que aceitemos passivamente para nos levar a crer que está nos dando a oportunidade que há tempos nos foi negada.

Por que o uso do termo “as Nega”, ao invés de as “Negras”? Por que Victoria Santa Cruz, artista e ativista afroperuana, ao compor o poema “Me Gritaram Negra!” não usou o “Nega”? Por que “Blogueiras Negras”? Acho que consigo responder: pelo fato de enxergarem uma força política, transformadora e aglutinadora que seja capaz de potencializar a ação de combate, resistência e valorização da etnia de um povo, fundamentalmente, das mulheres negras.

Com isso, pergunto: o que esta serie vai trazer de importante para a valorização da mulher negra enquanto sujeito político e independente nas suas mais diversas interações sociais na atualidade?

Quando veremos as crianças negras, principalmente, as meninas, se identificando com personagens negras que sejam médicas, filósofas, advogadas, universitárias, executivas “bem sucedidas” sendo as protagonistas das suas histórias? Exemplos como esses, já possibilitaria uma percepção de que existem muito mais questões e objetivos a serem alcançados que não se resumem ao “sexo das negas”. Entretanto, entendo que este não é o foco e nem a proposta da empresa Rede Globo, o que lhe interessa é continuar reproduzindo a imagem da mulher negra no âmbito do sexo (como “objeto” puro e simplesmente para o prazer), do carnaval e do samba, como empregadas domésticas das famílias brancas e ricas que estão todos os dias nas novelas brasileiras.

Não podemos cair na “ilusão discursiva” (que corrobora e age em prol da manutenção do status quo), que vê como válida a realização do seriado, pois a representação da vida da mulher negra, mesmo sendo na periferia, seria uma expressão da realidade que muitas vivem em nosso país. Consigo entender esse argumento, mas não concordo que este seja o único caminho a ser utilizado pela emissora em questão. Será que dentro do enredo da série, alguma personagem enfrentará discriminação por ser uma estudante universitária que através da política de ação afirmativa se tornou uma representante combativa de um pequeno grupo de alunas negras no curso de medicina da universidade X? Ou teremos alguma personagem enfrentando problemas como machismo ou racismo praticado na empresa em que ela está pleiteando o cargo de “Diretora Executiva”?

O idealizador desta série não está preocupado com essas questões, o lugar social dele até permitiria que enxergasse, caso estivesse aberto a ver e a problematizar esses fatores, mas o que ele faz, achando que está “ajudando” os colegas e as colegas negras, é reproduzir estereótipos ancorados historicamente na representação social da mulher negra já que não apresenta nada novo, que irrompa os construtos impositivos de um padrão discriminatório do “lugar” do negro ou da mulher negra na sociedade brasileira, questionando, cutucando, fazendo refletir ou aprofundar um debate qualificado sobre essa temática tão cara à noção dos lugares sociais, carreiras, representações possíveis de serem assumidas por negros e negras neste país.

Nas palavras dele em uma nota explicativa sobre a polêmica do programa: “dói ver a luta dos colegas negros na profissão. As oportunidades são reduzidas, não trabalham sempre e, sem exercício, não há aprendizado, como sabemos. Pensei que aquela ideia, surgida numa feijoada, na Cidade Alta de Cordovil, pudesse ser um programa que refletisse um pouco a dura vida daquelas pessoas, além de empregar e trazer para o protagonismo mais atores negros. Basicamente, foi essa a ideia e nem achei que iriam aceitar o programa. Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as negas?” (Ele ainda fala um pouco mais sobre a serie).

O problema é que não vemos uma produção que rompa com a perspectiva estereotipada que sempre enquadra os negros e as negras nas representações da “nega para o sexo”, “do nego bom de cama e pegador” e “das mulheres humildes e pobres” que estão em trabalhos subalternos e de ínfimo reconhecimento social, sonhando com um amor verdadeiro. Precisamos de mais posturas engajadas, visões críticas, diretores de coragem para romper com estes padrões que insistem em ser colocados para nós negros e negras. 

5:04 pm  3 notas

riotgirlbrasil:

VIVA LAS BRUJAS!

10:51 pm  51 notas

Vacina contra o HPV: nem tudo que reluz é ouro
Durante todo o mês de março, a polêmica sobre o oferecimento da vacina contra o HPV pelo SUS e
sistema suplementar de saúde no Brasil esteve em alta. Muita gente emitindo sua opinião sobre o assunto, às vezes de maneira inflamada, mas, via de regra, sem embasamento médico-científico consistente, mais prejudicando que auxiliando a discutir um assunto tão sério quanto esse.
Interesso-me por essa questão por múltiplos motivos: sou mulher, sou mãe de menina, trabalho na área da saúde coletiva, sou pesquisadora, sou cidadã e, tendo acesso, prefiro buscar informações a partir de fontes confiáveis.
Pessoalmente, realizei uma série de buscas em bases de artigos científicos internacionais e o que encontrei não serenou minha angústia, pelo contrário. Para mim, algo ficou absolutamente claro: não há consenso sobre a efetividade e inocuidade desta vacina entre a comunidade científica. E há, sim, inúmeros casos graves relacionados a efeitos pós vacinais registrados na literatura científica mundial.
Então, neste último domingo, Daniel Becker publicou em sua página, Pediatria Integral, seu posicionamento sobre o assunto.
Daniel é médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também trabalha atualmente, tendo atuado com Médicos sem Fronteiras e um dos criadores do Programa Saúde da Família. É fundador e conselheiro do Centro de Promoção da Saúde e pioneiro da Pediatria Integral no Brasil.
Pessoalmente, eu o admiro muitíssimo, especialmente por sua posição contra a medicalização da infância e em defesa da saúde integral das crianças. Nossos pontos de vista são convergentes em inúmeros pontos.
Recomendo fortemente, inclusive - e sinceramente não sei como ainda não havia recomendado aqui… - a entrevista que Daniel concedeu ao programa Roda Viva, na TV Cultura, em dezembro do ano passado. Assista. Inúmeras questões de fundamental importância foram discutidas com muita clareza e pertinência por ele.
Por estar plenamente de acordo com a reflexão proposta, é, para mim, uma honra ter sido autorizada a publicar aqui seu posicionamento com relação à vacina contra o HPV. Agradeço desde já ao Daniel por essa deferência, além de outras formas de apoio e incentivo que venho recebendo dele enquanto profissional. Meu objetivo ao publicar aqui essa discussão é facilitar o acesso a informações que talvez muitas pessoas ainda não conheçam. 
A Vacina contra o HPV: nem tudo que reluz é ouro
Por Daniel Becker

(Advertência: esta é uma publicação que expressa uma opinião pessoal, formada através de leituras, experiência e reflexão. Mas ela não deve substituir – como todas as outras encontradas nesta página - um aconselhamento médico pessoal. Ninguém deve receber um diagnóstico ou recomendação de tratamento através da internet. Isso deve ser feito sempre por um médico em interação pessoal, que pode fornecer um diagnóstico apropriado e, em seguida, discutir as opções de tratamento. Todas as decisões sobre vacinas devem ser feitas também após discussão com seu médico.)

(Advertência 2 – este é um texto longo, sobre um assunto complexo…)


Começou: o SUS está oferecendo para meninas de 11 a 13 anos a vacina que previne novas infecções contra alguns tipos de HPV. 

Segundo o discurso oficial e sobretudo o das indústrias que produzem as vacinas, trata-se de uma vacina que “previne o câncer de colo”, que mata milhares de mulheres no Brasil anualmente.

Só que as coisas não são assim tão cristalinas. Há controvérsias. Começando pelo fato de que ela previne entre 16 e 70% dos casos de câncer, e portanto, não pode prescindir do exame preventivo.

É muito difícil para um médico se posicionar fora do consenso quase universal que é gerado em torno de produtos da indústria farmacêutica. Suas estratégias de publicidade e ação política são muito inteligentes, e maciçamente financiadas. Sua influência sobre a corporação médica é extremamente poderosa. Daí suas verdades parciais tornam-se universais e absolutas. Mas algumas vozes vêm se levantando em resposta a este “massacre”, que propõe que para todo e qualquer problema existencial existe uma pílula ou uma injeção. Inclusive para problemas que não existem, e precisam ser inventados. Mesmo as grandes revistas médicas já reconhecem o poder da sua influência nas pesquisas e realizadas e nos artigos publicados. Como observou a ex-editora-chefe do New England Journal of Medicine, Dra. Marcia Angell: 
As indústrias farmacêuticas agora financiam a maioria das pesquisas clínicas com medicamentos, e há evidências de que elas muitas vezes as distorcem, para fazer suas drogas parecerem melhores e mais seguras”. 
Sabe-se que muitas vezes são ocultados estudos que mostram fracassos ou efeitos negativos. Sabe-se cada vez mais sobre a influência da indústria sobre as agências reguladoras, aquelas que liberam ou autorizam o uso de remédios e vacinas.

Como pode um médico se posicionar contra uma vacina que “previne o câncer”? 
Mas pode ser que nessa frase estejam ocultos truques de linguagem. 
Que na verdade essa afirmação não seja tão absoluta. 
Um outro exemplo de truque de linguagem: a vacina contra a “gripe” não é exatamente isso. No Brasil a palavra gripe é usada para definir estados gripais, causados por inúmeros vírus. E em vez de chamar a vacina de “contra Influenza”- um vírus que causa uma gripe séria, mas é um entre muitos – a indústria promove a vacina como se fosse contra a “gripe”, genericamente. Não é à toa.

É fácil, portanto, distorcer a realidade complexa e cheia de controvérsias com relação ao HPV, e torná-la um discurso publicitário, destinado a vender uma vacina que talvez não seja essa maravilha toda. Aliás, as razões que levaram a Organização Mundial de Saúde e o governo americano a recomendar, e o governo brasileiro a comprar a vacina para oferecê-la gratuitamente à população em tempo recorde, podem estar relacionadas aos fortes e nem sempre lícitos laços entre a indústria farmacêutica e os tomadores de decisão em governos e sociedades médicas, como veremos abaixo. 

O fato é que a recomendação da vacina vem sendo questionada. O governo japonês, por exemplo, abandonou a recomendação após a reação da sociedade civil, pela ocorrência de casos de problemas graves em seguida à aplicação: síndrome de Guillain-Barré (uma polineurite grave), uveítes, convulsões e encefalites agudas. Muitos dirão que ainda não há estudos demonstrando a falta de segurança da vacina. Que as análises até o momento não mostram relações causais. Mas os relatos se repetem em diversos países. 

Até setembro de 2012, no VAERS (Sistema de Informação de Reações Adversas a Vacinas) do CDC, um total de 21.265 reações adversas foram associadas temporalmente ao Gardasil, só nos EUA: 78 mortes, 363 reações com risco de vida, e 609 eventos que resultaram em incapacidade permanente. Em comparação com todas as outras vacinas, o Gardasil foi associado com 60% de todas as reações adversas graves (incluindo 61,9% de todas as mortes, 64,9% de todas as reações com risco de vida e 81,8% dos casos de invalidez permanente) em mulheres com idade inferior a 30 anos. Um relatório de um sistema de vigilância de vacina passiva, como o VAERS (qualquer pessoa pode inserir informação no sistema), por si só não prova que a vacina causou a reação – apenas informa a associação. No entanto, a elevada freqüência de reações relacionadas com a vacina em todo o mundo, bem como o seu tipo (consistentemente doenças relacionadas ao sistema nervoso), aponta para uma relação potencialmente causal. Só para termos uma idéia da complexidade do assunto, a Merck utilizou placebos (injeções sem o remédio) na comparação para efeitos colaterais com o Gardasil. Só que os placebos usavam alumínio, também presente na vacina, e este componente pode ser responsável por boa parte das reações. Isso faria com que, na comparação, a vacina não tivesse provocado mais reações que o “placebo”.

Veja com detalhes aqui, neste excelente artigo médico, do Journal of Law, Medicine & Ethics

A medicina deveria guiar-se pelo princípio da precaução. Um dos fundamentos da bioética é:primum non nocere – antes de mais nada, não provocar danos. Se tratamos de evitar a meningite, por exemplo, uma doença para a qual não há outras estratégias de prevenção, podemos correr certos riscos de efeitos colaterais. Mas é preciso refletir se para uma vacina que previne apenas 70% dos casos de uma doença para a qual já existe uma estratégia eficaz de prevenção – o exame de papanicolau – e que continuará sendo necessário – vale a pena correr estes riscos e gastar uma fortuna dos cofres públicos ou do bolso das famílias.

Quando estava começando a escrever sobre a vacina, li uma reportagem de Claudia Collucci, da Folha de São Paulo, que expressava muito bem o que penso sobre o tema. Reproduzo aqui um resumo do artigo, e em seguida acrescento algumas questões que creio serem muito importantes para compreendermos como funciona a relação entre indústria, medicina e governo, e desta forma podermos nos situar mais criticamente em relação a medicamentos e vacinas. 


No último congresso de prevenção quartenária, em novembro último, o médico de família e comunidade Rodrigo Lima fez uma apresentação sobre os senões da vacina contra o HPV. …A seguir, trechos de um texto que Rodrigo Lima escreveu…:"Quando a gente pensa na possibilidade de tomar uma vacina para evitar uma doença, eu considero que devemos fazer algumas perguntas:1) Já temos alguma estratégia efetiva na prevenção da doença? O que a vacina traz de novo?2) A vacina realmente funciona?3) Ela é segura?4) Vale a pena substituir a estratégia anterior pela vacina?Então, vou tentar organizar uma resposta para as questões.1 - Já temos alguma estratégia efetiva na prevenção do câncer de colo uterino?Temos sim. E quase todo mundo conhece: é o famoso papanicolau, ou citopatológico cérvico-uterino (popularmente conhecido como “preventivo de câncer de colo”).É muito raro uma mulher apresentar câncer se realizar o papanicolau na periodicidade recomendada (anualmente, e após dois exames normais com intervalo de um ano, o exame passa a ser recomendado a cada três anos). Sabem por que? Porque o câncer de colo de útero é uma doença de evolução muito lenta (normalmente em torno de dez anos), e o papanicolau permite que detectemos formas precursoras do câncer (ou seja, alterações na células que ainda não são cânceres).O papanicolau está recomendado para as mulheres de 25 a 64 anos, e deve SER REALIZADO INCLUSIVE EM MULHERES QUE RECEBEM A VACINA (meu grifo), pois ela não protege contra todos os tipos de HPV.Então, se temos um exame confiável, barato e disponível para todas as mulheres do país, o que nos faria mudar de estratégia, partindo para usar uma vacina que NÃO EXCLUI a necessidade de realizar o mesmo exame ao longo da vida? O que esta vacina traz de novo?2 - A vacina realmente funciona?Depende. Para que? Vamos lá. O HPV é um vírus transmitido através do contato sexual. Por isso, alguns pesquisadores tiveram uma idéia: se conseguíssemos evitar a infecção pelo HPV não teríamos mais câncer de colo uterino. Faz sentido, certo? Mas essa hipótese tem alguns probleminhas.O primeiro problema desta hipótese está em como evitar a infecção. A transmissão do HPV é sexual, e basta o contato íntimo mesmo sem penetração para que a passagem do vírus aconteça…. … Considerando que o vírus vai acabar circulando mesmo por aí, a solução mais óbvia seria vacinar as pessoas contra ele. O problema é que o HPV possui mais de 100 subtipos, e as vacinas ainda não conseguem cobrir todos eles, embora cubram os principais. Isso significa que mesmo que a vacina proteja alguém contra os subtipos que ela cobre, ela ainda permite que outros subtipos provoquem o câncer. Ou seja, ela não dá 100% de certeza de que as mulheres não terão câncer de colo uterino. A propaganda não explica isso, né? Mas é por este motivo que a bula da vacina avisa que a vacinação não exclui a necessidade de que a mulher continue realizando o papanicolau.E tem mais: nem toda infecção pelo HPV provoca câncer. Na verdade, a minoria delas faz isso. Então mais importante do que se preocupar com a infecção, parece mais importante acompanharmos se a infecção evolui para lesões perigosas ou não, né? Ou seja: dá-lhe papanicolau nessa disputa, ganhando de lavada da vacina.Outra coisa: a eficácia da vacina foi verificada apenas em meninas sem vida sexual. E o HPV é tão frequente na população que podemos dizer que se alguém já iniciou sua vida sexual, a chance de ter sido contaminado pelo vírus é de quase 100%. Ou seja, se a pessoa não é mais virgem, tomar a vacina não vai fazer nenhum efeito, porque a resposta que ela provoca no organismo não elimina os vírus que já estejam lá, apenas evitaria o contágio (OBS: a indústria já propõe a vacina para mulheres sexualmente ativas). …Nem vou discutir os efeitos da vacina na mortalidade, porque nem deu tempo ainda de estudarem isso direito. O câncer de colo uterino é de evolução muito lenta, e acaba só sendo perigoso para mulheres que não fazem o papanicolau na periodicidade recomendada.
3 - Ela é segura?Há alguma controvérsia. Apontando a segurança da vacina nós temos os estudos feitos pelos fabricantes e as recomendações do CDC (órgão do governo dos EUA). No entanto temos alguns casos de doenças mais graves, ao ponto de existirem processos correndo na França movidos por vítimas da vacina, e casos semelhantes levaram o governo do Japão a não mais recomendar a vacina. Doenças como síndrome de Guillain-Barré, falência ovariana, uveítes, além de sintomas como convulsões e desmaios têm sido associados à vacina, mas esta relação ainda não foi demonstrada em grandes estudos.Então vamos supor que isso aconteça em uma menina a cada 30 mil que sejam vacinadas (a proporção é baseada nas notificações de efeitos adversos do CDC, chamada de VAERS, e está disponível na internet). Será que compensa o risco, mesmo que seja baixo, de ter uma doença grave, se a vacinação não é melhor do que a estratégia que temos hoje para controlar o câncer de colo uterino (o papanicolau)?4 - Vale a pena substituir a estratégia anterior pela vacina?Pra mim não compensa. Só de imaginar uma filha minha com paralisias causadas por uma vacina dessas eu descarto a idéia rapidinho. Pretendo promover uma educação sexual boa para minhas filhas, para que saibam que precisam se proteger usando preservativo (até porque outros problemas como gravidez indesejada, HIV, hepatite B, entre outros, estão batendo na porta o tempo todo). E acima de tudo, demonstrar sempre a importância de fazer o papanicolau na periodicidade recomendada. Se conseguir, duvido que elas sofram deste mal. E sem essa vacina cara e suspeita. Minhas pacientes e suas famílias receberão a mesma recomendação.
Pois é. A discussão não é simples, e a decisão de vacinar ou não é complicada. Pode-se argumentar que num país de dimensões gigantescas, com a desigualdade social e a dificuldade de acesso a serviços de saúde que temos, a possibilidade de termos a maioria das mulheres realizando seu preventivo é pequena. Mas em vez de gastar 350 milhões de reais por ano com a vacina, o Ministério talvez pudesse usar estes recursos para melhorar os serviços de saúde da mulher. A vacina contra o HPV é a mais cara da história. O lucro da Merck com ela em 2012 foi de 1,6 bilhões de dólares. Num cálculo rápido, se nosso programa vai custar 360 milhões (cerca de 150 milhões de dólares), 10% do lucro da Merck virá do nosso bolso – nossos impostos. [grifo da autora do blog]

Existe ainda a possibilidade de que, iludidas com a proteção fornecida pela vacina, muitas mulheres deixem de fazer o preventivo com regularidade – o que elevaria mais ainda a incidência de câncer, em vez de diminuí-la.

Uma reportagemdo New York Times de 2008, dois anos após o lançamento da vacina, contava algumas historias interessantes. 

A publicidade em torno das vacinas foi maciça, e recebeu prêmios de “melhor campanha de marketing de produto farmacêutico” (ah, bom…). Em anúncios no cinema, internet e TV, um elenco multi-étnico de jovens profissionais moderninhos instava meninas para se tornar “uma a menos na estatística” do câncer de colo. Os fabricantes também ofereceram grandes somas de dinheiro para grupos de mulheres, organizações médicas, lobistas e organizações políticas, muitas vezes de modo oculto. 

Centenas de médicos foram treinados e pagos para dar palestras sobre a vacina (Gardasil) - a 4.500 dólares cada uma - alguns tendo obtido centenas de milhares de dólares. Os políticos foram pressionados e convidados para recepções instando-os a legislar contra um “assassino global”. E ex- funcionários de governo foram recrutados para fazer lobby a seus antigos colegas. Gregory A. Poland, especialista em vacinas da Mayo Clinic, era um membro no painel do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) que recomendou o Gardasil em 2006, recebeu ao menos 27.420 dólares em honorários de consultoria da Merck entre 1999 e 2007.

O primeiro estado americano a aprovar uma lei exigindo a vacina para a entrada das meninas na escola foi a Virginia. Interessante: a Merck tem interesses econômicos importantes por lá - em 2006 anunciou um investimento de 57 milhões de dólares numa fabrica para produzir o Gardasil. Dois meses mais tarde, o governador Tim Kaine assinou a legislação que tornava obrigatória a vacina. Quatro meses depois, a Merck se comprometeu a investir mais $193 milhões na fábrica. Fatos semelhantes aconteceram no Texas. Os próprios participantes do painel de experts do CDC que recomendou a vacina concordam que é absurdo torná-la obrigatória. “Você realmente vai dizer a uma mãe que sua filha não pode cursar a escola porque não tomou esta vacina?”.

O presidente do comitê do CDC, Dr. Jon Abramson, afirmou que “houve uma pressão incrível da indústria e da políticos”. Abby Lippman, professora da Universidade McGill, em Montreal e diretor da “Rede de Saúde da Mulher Canadense”, disse que a estratégia era “fazer as pessoas acharem que eram loucas, péssimas mães, se não vacinassem seus filhos”. Estranhamente, a vacina Gardasil recebeu aprovação da FDA em seis meses. A maioria das vacinas leva três anos para obter esse tipo de autorização. Este período é justamente usado para detectar efeitos colaterais de médio prazo e aferir a eficácia da vacina.

Já na época, a reportagem expressava preocupações sobre efeitos colaterais que podem surgir a longo prazo, e com a duração da imunidade. As vacinas foram estudadas em ensaios clínicos em períodos de cinco a seis anos e meio, e ainda não está claro quanto tempo a proteção vai durar. E questionava o alarmismo repentino nos países desenvolvidos sobre o câncer do colo do útero. Nestes países, o câncer cervical é classificado como condição rara, porque é quase sempre evitável através de exames de Papanicolaou regulares. Por outro lado, é uma das principais causas de morte no mundo em desenvolvimento, particularmente na África, onde as vacinas não chegam devido a seu preço altíssimo. Então, será que Merck e Glaxo não poderiam usar parte de seus lucros gigantescos para vacinar as mulheres na África gratuitamente ou a preço de custo?

Enquanto isso, os proponentes da vacinas caminharam para a próxima fronteira: as mulheres mais velhas (que não se beneficiariam da vacina porque a grande maioria já entrou em contato com o HPV) e meninos. Já há recomendações para uso em ambos os grupos, inclusive no Brasil. O argumento é que muitas mulheres ainda não tiveram contato com o sorotipo das vacinas. Para o Ministério da Saúde, “não há indicação para que mulheres adultas sejam vacinadas contra o HPV. Não há evidência de que mulheres com vida sexual ativa tenham qualquer benefício com a imunização." Clínicas de vacinação tentam vender a vacina para meninos de 9 anos. As justificativas me parecem absurdas. Como disse um especialista em câncer cervical britânico, com o humor característico: "oh, darling…. se recomendarmos a vacina aos rapazes, toda a pretensão de valor científico e análise de custo será jogada pela janela.” 

Como diz Cláudia Colucci na Folha, “só o tempo vai dizer se a imunização terá um grande impacto em termos de redução de casos de câncer e de mortes (isso nenhum estudo ainda demonstrou) ou ficará na história da medicina como mais uma jogada de marketing da indústria farmacêutica e avalizada pelas sociedades médicas”. 

Em suma: a vacina é questionável. 
Não protege completamente; pode ser causa de efeitos colaterais graves, ainda que raros; é extremamente cara; e não exclui a necessidade do exame preventivo, uma estratégia de prevenção eficaz e inócua. E demonstra de forma muito eloquente as relações entre indústria farmacêutica, medicina, governos e sociedade. 
Leia sobre o assunto, converse com seu médico e tome uma decisão baseada em fatos e no seu discernimento.

Aqui, alguns links de organizações ou críticos que se posicionam a favor da vacina:

10:40 pm  3 notas

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Fonte : Empoderamento infantil

8:47 pm  3 notas

O blog era super interessante, hj em dia só tem "meu corpo minhas regras", "vc é linda de qualquer jeito" SE FOR POSTAR ALGO SOBRE O FEMINISMO POSTE COISAS QUE PRESTAM E Ñ ESSES CLICHÊS RIDÍCULOS
by retarda

Olá Pietra, tudo bem? Bem, eu não sei até onde você rolou a página, mas isso também não é pertinente a mim.  Há postagens antiga bastante informativas no que diz respeito a temática feminista, tanto de teóricas feministas, listas de livros, marchas, coletivos, blogs, campanhas como a  legalização do aborto, defesa pessoal para meninas, zines etc. como essas imagens que trabalham com o empoderamento da mulher a qual está reclamando. É preciso saber que as opressões sobre mulheres não sé dão através de um único viés  e é necessário combate-las de todas as maneira possível, seja com essa onda de mulheres nos quadrinhos, abordando os diversos preconceitos, através de imagens simples que correm fácil, seja através do canetão diário em locais públicos, lambe-lambe, mídias alternativas, coisas que nos façam refletir sobre nosso papel na atual conjuntura, sobre como  somos tratada nesta sociedade patriarcal e como podemos reagir diante dos absurdos, criticando tanto este padrão de beleza que  nós é imposto ( pode parecer um assunto fútil, banal ou clichê, mas não é, principalmente se levarmos em consideração que para as mulheres negras pegando no meu caso,  esse tipo de opressão se inicia na infância, chegando a causar traumas psicológicos na construção do sujeito, prejudicando sua autoestima) seja diariamente, nas conversas com os amigos criticando suas piadas, principalmente dentro de casa tocando ideia com sua mãe, tia, irmã avós etc trocando experiências, desconstruindo as barreiras do patriarcado, abordando temas como violência doméstica (que é tão presente que chega a ser naturalizada), como a prostituição e a real situação das mulheres que  estão exposta a isso, para além. Além das  diversas teorias e grupos que lidam com a questão da sexualidade e genêro, empoderamento infântil e alternativas no que diz respeito a saúde da mulher. Enfim, de qualquer forma o blog sempre esteve aberto para contribuições, espero a suas me dizendo quais são as coisas que prestam para poder acrescentar aqui, ando meio sem tempo, mas dá pra tentar . Obrigada  (;              
   Obs.: Respondendo em público pra quem compartilhar da mesma ideia, poder contribuir tbm.

8:04 pm  2 notas

feminismohoje:

Com Audre Lorde a gente aprendeu muita coisa! E continua aprendendo, pois Lorde inspira mulheres negras em todo o mundo a continuar lutando. É o caso das meninas do Coletivo Audre Lorde: http://coletivoaudrelorde.org/
Para saber mais sobre ela, acesse: http://blogueirasfeministas.com/2014/08/a-irma-outsider-audre-lorde/
E não esquece de visitar o site da Universidade Livre Feminista: www.feminismo.org.br

2:39 pm  13 notas

2:34 pm  10 notas

s.t.